EliseuS

o blog do Schmidt

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Nem tudo é pedagogia, às vezes é só a vida

Acompanho o canal Diolinux e sou fã do conteúdo, mas isso não significa que eu concorde com todos os pontos de vista apresentados. Recentemente, ao assistir a um vídeo (https://youtu.be/UUJrN4nWm6Q?si=dKTwyAo7q-g802uy), surgiu uma divergência.

A frase que me chamou a atenção foi: Acredito que as lições estão lá para quem quiser aprender, basta observar o mundo e você aprende muita coisa’. Abaixo, detalho o porquê de eu pensar diferente.

Temos essa mania quase incurável de querer que o universo seja um professor particular. A gente quebra a cara e logo pergunta: “O que eu deveria aprender com isso?”. Mas a verdade nua e crua é que a vida não tem um plano de aula estruturado.

Existem dias que são apenas intervalos vazios. Existem perdas que não trazem sabedoria, apenas saudade. Existem erros que não são “livramentos”, são apenas erros.

Aceitar que nem tudo é uma lição é o maior sinal de maturidade. É entender que a vida não está tentando te ensinar nada quando chove no dia da sua festa; ela está apenas sendo vida, seguindo o curso indiferente das nuvens.

Por que isso é bom?
Porque tira o peso das nossas costas. Se nem tudo é lição, você não precisa ser o “aluno nota dez” o tempo todo. Você pode apenas sentir, viver o momento ruim (ou o morno) e deixar que ele passe, sem a obrigação de sair dali com um diploma de superação na mão.

O autor do livro de Eclesiastes (tradicionalmente o Rei Salomão), reflete sobre como a vida não é uma meritocracia pedagógica.

“Trabalhos sem recompensa

¹¹ Vi ainda debaixo do sol que os mais rápidos nem sempre ganham a corrida, que os mais fortes nem sempre vencem a batalha, que os sábios nem sempre têm pão, que os prudentes nem sempre têm riqueza, que os inteligentes nem sempre são honrados, mas que tudo depende do tempo e do acaso.
¹² Pois ninguém sabe a sua hora. Assim como os peixes que são apanhados na rede traiçoeira e como os pássaros que são pegos na armadilha, assim também os filhos dos homens se enredam no tempo da calamidade, quando esta cai de repente sobre eles.” — Eclesiastes 9:11-12

A Excelência como Resposta ao Caos

Se a vida é “vaidade” (ou névoa, como diz Eclesiastes), fazer o bem e trabalhar com excelência é uma forma de criar ordem no meio da desordem. É o que o próprio Eclesiastes sugere um pouco antes de falar do “tempo e o acaso”:

“Tudo o que vier às suas mãos para fazer, faça-o conforme as suas forças, porque na sepultura, que é para onde você vai, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.” — Eclesiastes 9:10

O “Melhor” Possível, não o “Melhor” Perfeito

Muitas vezes, a gente se cobra um desempenho heróico. Mas, se a vida é só a vida, o seu melhor também pode ser adaptável. Tem dias que o seu melhor é conquistar o mundo; tem dias que o seu melhor é apenas conseguir levantar da cama e ser gentil com alguém.

“Meu compromisso é com a entrega sincera do que tenho hoje. Se o aprendizado vier, ótimo. Se não vier, sigo em paz sabendo que não fui indiferente à minha própria existência.

Uma música para ilustrar:

Nem tudo é pedagogia, às vezes é só a vida

Um pensamento em “Nem tudo é pedagogia, às vezes é só a vida

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